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Os 130 anos do Carro Elétrico

  • Cristiano Gil
  • 9 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

A idéia não tão inovadora que tomou o mercado mundial


Você já deve ter ouvido dizer que o primeiro carro elétrico foi feito pela Gurgel, ou que Elon Musk criou uma revolução elétrica nos carros. De fato o Gurgel fez um elétrico o Itaipú, mas como um pioneiro no Brasil. Já a revolução dos elétricos vem de um problema conhecido nessa história, a autonomia e a bateria, que hoje são mais compactas e potentes graças a muitas pesquisas de grandes fábricas.


Se você pensa que carro elétrico é coisa do século XXI, prepare-se para uma viagem no tempo! Nossa jornada começa lá em 1888, com um visionário alemão chamado Andreas Flocken e sua invenção que acendeu a primeira faísca da mobilidade elétrica: o Flocken Elektrowagen.


Sim, você não leu errado, mais de um século antes dos modelos que vemos desfilando pelas ruas hoje, já existia um carro movido à eletricidade!


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Flocken Elektrowagen, criado em 1888 pelo alemão Andreas Flocken
Flocken Elektrowagen, criado em 1888 pelo alemão Andreas Flocken

O veículo era uma charrete de quatro rodas com um motor de 0,7 kW e uma bateria de 100 kg. Existiram outros projetos elétricos antes desse, mas a idéia de um veículo de transporte de pessoas se deu na criação do modelo.


O primeiro projeto de motor elétrico foi criado em 1828 pelo húngaro Ányos Jedlik. Em 1835, Thomas Davenport construiu o primeiro veículo elétrico. Em 1881, Gustave Trouvé criou um triciclo elétrico com uma bateria recarregável de chumbo-ácido e na sequência em 1890, William Morrison criou um vagão eletrificado que podia atingir 14 km/h. É fascinante imaginar a cena: enquanto os barulhentos e fumegantes carros a vapor e a gasolina davam seus primeiros passos, o Flocken Elektrowagen deslizava silenciosamente, prenunciando um futuro mais limpo.


Nessa aurora da indústria automotiva, os elétricos até gozaram de uma certa popularidade, especialmente no final do século XIX e início do século XX. Eram vistos como uma alternativa elegante, silenciosa e, acredite se quiser, menos poluente para os padrões da época. Imagine a tranquilidade de um passeio sem o motor roncando e expelindo fumaça!

Gurgel Itaipú sendo apresentado no programa do apresentador Silvio Santos
Gurgel Itaipú sendo apresentado no programa do apresentador Silvio Santos

No entanto, como em toda boa história, houve uma reviravolta. A tecnologia do motor a combustão interna avançou a passos largos, oferecendo um benefício crucial que os elétricos da época não conseguiam igualar: maior autonomia. Além disso, a descoberta de vastas reservas de petróleo tornou a gasolina mais acessível, selando o destino dos elétricos por um bom tempo.


E aqui chegamos ao ponto crucial, o tendão de Aquiles dos primeiros elétricos – e um desafio que, de certa forma, ecoa até os dias de hoje: a autonomia da bateria. As baterias daquela época eram rudimentares, pesadas e ofereciam um alcance limitado, o que restringia muito o uso prático desses veículos. Enquanto um carro a gasolina podia percorrer longas distâncias com um simples reabastecimento, o motorista de um elétrico precisava planejar cuidadosamente seus trajetos e lidar com a ansiedade de ficar sem carga.

Primeiro elétrico a andar 100 milhas
Primeiro elétrico a andar 100 milhas

Essa limitação de autonomia, aliada à evolução dos motores a combustão, fez com que os carros elétricos perdessem o protagonismo no cenário automotivo por muitas décadas. Mas a ideia de uma mobilidade limpa e silenciosa nunca desapareceu por completo. Ela ficou adormecida, esperando o momento certo para despertar com força total no século XXI, impulsionada por avanços tecnológicos que finalmente começaram a superar aquele antigo e persistente problema da autonomia.


A história do Flocken Elektrowagen é, portanto, um lembrete de que a inovação nem sempre segue uma linha reta. É uma jornada com avanços, recuos e, finalmente, um reencontro com ideias que, embora antigas, se mostram mais relevantes do que nunca para o futuro da nossa mobilidade. E você, o que acha dessa fascinante trajetória? Deixe seu comentário abaixo!


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